segunda-feira, 4 de abril de 2011

Confira a entrevista com Cristine Maia candidata a vice-presidente pela Chapa 1

 Você já foi presidente da ASMPF. Fale um pouco sua experiência à frente da entidade.
Fui presidente de março de 2000 a fevereiro de 2002. Foi um período curto, mas muito intenso. Nosso mandato ampliou a atuação política da entidade, mas sem deixar de desenvolver as atividades sociais, culturais e assistencialistas, que são atividades próprias de associações. Sem dúvida, foi uma experiência muito marcante.
Quais as principais ações desenvolvidas durante esse período?
Eu destacaria o 1° Congresso da ASMPF - I Consemp, que fizemos com apenas seis meses de gestão. Foi no I Consemp que as delegacias estaduais foram criadas e o repasse mensal de 40% instituído, ou seja, promovemos uma mudança estrutural de grande importância e que reflete até hoje. Além disso, criamos o primeiro jornal e o primeiro site da entidade. A parte cultural desse período também foi muito forte. Duas das três mostras de talentos foram realizadas entre 2000 e 2001. Foi também nessa época que teve início o trabalho em parceria com outras entidades, hoje bastante comum. Outra característica da gestão que estava à frente era que buscavamos valorizar a chácara, do Caub. Por isso boa parte dos eventos sociais e culturais desse período foram realizados lá.
Como eram as festas na chácara, qual evento mais se destacou?
As festas eram ótimas e aconchegantes. O nosso melhor evento na chácara foi o jantar com Renato Teixeira e Natan Marques, em maio de 2001. Nessa época buscávamos fazer eventos alternativos e com conteúdo. Buscávamos, sempre que possível, aliar a parte social, cultural e de formação. Para economizar, muitas vezes contratávamos diretamente a equipe de cozinheiros, copeiros, garçons, seguranças, recepcionistas, e comprávamos a matéria prima do que seria servido. Tínhamos muita criatividade e com isso nossas festas ficavam bem em conta.
 Como funcionava o fundo de empréstimo criado na sua gestão?
Bem, havia uma demanda grande de associados necessitando de socorro financeiro. O salário era muito baixo. Então, nos inspiramos na Asempt, que fazia empréstimos de até 800 reais, pagos em três vezes. Copiamos a idéia porque conseguimos formar uma reserva financeira de uns 100 mil reais na época. No lugar de deixar o dinheiro na aplicação, ajudávamos os associados necessitados. Em setembro de 2001, aprovamos a proposta em assembléia e regulamentamos logo em seguida. Infelizmente, a atual gestão foi obrigada a suspender por tempo indeterminado esse benefício.
E por que isso?
Foram vários os motivos para desativar o fundo logo no início dessa gestão, em 2008, mas o principal deles era porque a ASMPF não tinha mais condições financeiras de mantê-lo, pois foi necessário estabelecer o saneamento financeiro e as reservas acabaram.
Por que as reservas acabaram?
Porque os gastos da associação aumentaram em demasia. A entidade cresceu, mais funcionários foram contratados e os eventos sociais mudaram de padrão. A chácara deixou de ser usada para os eventos da entidade e a associação passou a alugar salões e contratar serviços mais sofisticados, porém muito mais caros. Essa mudança impactou no médio prazo. Além disso, a ASMPF também acumulou dívidas decorrentes de ações judiciais de contratos, que estão provocando um prejuízo de aproximadamente 300 mil reais para a entidade. Tudo está sendo resolvido por esta gestão.
Depois que você deixou a presidência, como ficou a sua relação com a entidade?
 Eu gosto muito da ASMPF. Eu saí da presidência faltando um mês para o fim do mandato. Estava esgotada física e emocionalmente. Ao mesmo tempo não conseguia me desligar da entidade, principalmente porque sabia que havia muito a ser feito. Voltei um ano e meio depois como apoiadora. Em 2005, voltei a ser diretora novamente. Atuei principalmente na realização de seminários e encontros e também na parte da comunicação. Em 2003, quando eu ainda era diretora da Fenajufe, fizemos uma parceria entre as duas entidades e realizamos o primeiro debate com os candidatos a PGR. Nesse curso, também participei da elaboração do Seminário de Relações Humanas e do I Seminário sobre PCS, em 2005. Nesse mesmo ano participei novamente da realização do segundo debate entre os candidatos a PGR e em 2009, da terceira edição. Esperamos este ano realizar o quarto debate e melhorar o formato. Qual a expectativa para o próximo mandato, caso sejam eleitos?
A idéia é dar continuidade ao processo de profissionalização iniciado por esse grupo. Demos enormes passos nessa gestão, estabilizando a entidade e saindo da situação de crise que se encontrava. Mas ainda há muito para ser feito. Queremos reformar o salão de festas, regularizar o terreno e estudar um projeto habitacional para os associados e servidores, caso aquele terreno seja destinado para esse fim. É preciso utilizar todo aquele potencial e reverter em prol da entidade. Existem muitas possibilidades para geração de receita e a ASMPF tem que se voltar também para isso, pois o dinheiro do associado deve ser bem utilizado.
E quanto à parte política? Você acha que a ASMPF deve continuar essa atuação ou deve se limitar as atividades assistencialistas e recreativas?
Com certeza a ASMPF deve continuar atuando na defesa da categoria, em conjunto com as demais entidades, mas sem jamais deixar de cumprir seu principal papel, que é a parte assistencialista, social e cultural. A categoria não tem nada a perder com isso, nem a ASMPF. Existem limites da nossa atuação política principalmente porque existem os sindicatos e devemos ter consciência do papel de cada instituição. Todos de mãos dadas, mas dentro dos seus limites. De mais a mais, os sindicatos também podem fazer festas.

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